Diante de tantas possibilidades, você se pergunta: brise horizontal ou brise vertical?
Apesar de não serem elementos recentes na arquitetura, os brises seguem cada vez mais presentes em projetos contemporâneos – tanto residenciais quanto corporativos e industriais. Independentemente do modelo, essa permanência se deve à sua capacidade de unir controle solar, conforto térmico, ventilação e valorização estética da fachada em um único sistema.
Desde que foram introduzidos por Le Corbusier, os brises passaram por uma evolução significativa: ganharam novos materiais, diferentes geometrias, sistemas modulados, acionamento manual ou automatizado e aplicações que vão muito além da simples proteção contra o sol. Hoje, são tratados como elementos ativos da envoltória da edificação.
Portanto, a resposta para a sua pergunta depende de alguns fatores-chave – especialmente a orientação da fachada, o clima da região e o desempenho esperado do sistema. Ao longo deste guia, entenda se o brise horizontal ou vertical é o mais indicado para você, analisando as vantagens práticas de cada um para fazer uma escolha mais técnica e assertiva.
Não perca: Telha metálica – principais modelos, vantagens e aplicações
Brise horizontal e brise vertical: 3 fatores para levar em consideração
Os brises são elementos arquitetônicos instalados em fachadas, janelas e vãos com o objetivo de regular a entrada de luz solar, controlar a ventilação e reduzir a incidência direta da radiação sobre a edificação. Quando bem especificados, eles contribuem diretamente para o conforto térmico e visual dos ambientes internos.

No entanto, para que cumpram esse papel de forma eficiente, não basta apenas escolher entre um brise horizontal ou vertical. Como veremos a seguir, é fundamental considerar onde ele será instalado, como o sol incide sobre aquela fachada e quais são as condições climáticas do entorno.
1. A incidência solar nas fachadas
Uma das decisões mais importantes em qualquer projeto arquitetônico é o estudo da incidência solar no entorno da construção. Ignorar esse fator pode resultar em desconforto térmico, excesso de luminosidade, aumento no consumo de energia e até desgaste prematuro dos materiais.
Por conta disso, hoje em dia, o brise deixou de ser um elemento pontual para se tornar parte do sistema de fachada – dialogando diretamente com esquadrias, revestimentos, estruturas metálicas e soluções de sombreamento para criar a melhor experiência possível.
Quando especificado como sistema, o brise pode:
- reduzir a carga térmica interna;
- melhorar a eficiência energética do edifício;
- permitir fachadas mais leves e ventiladas;
- valorizar o desenho arquitetônico com ritmo e profundidade.
Essa visão é especialmente relevante quando se trabalha com brises metálicos e chapas vazadas (mais sobre isso daqui a pouco), que oferecem um alto grau de personalização.
Para entender mais a fundo, vamos aos detalhes. Cada face da edificação recebe o sol de maneira diferente ao longo do dia e do ano – e é justamente essa variação que vai orientar a escolha entre brise horizontal e brise vertical na sua fachada.
Face norte
No hemisfério sul, a face norte recebe insolação durante praticamente todo o dia, com o sol em ângulos mais altos ao longo do percurso. Por isso, costuma ser destinada a ambientes de maior permanência, como salas, quartos, varandas e escritórios.
Nesse caso, os brises horizontais são os mais indicados, pois suas aletas conseguem bloquear a radiação direta quando o sol está alto, sem comprometer a entrada de luz difusa e a ventilação. É uma solução eficiente, previsível e amplamente adotada em projetos bioclimáticos.

Face leste
A face leste recebe sol principalmente no período da manhã, com incidência em ângulo mais baixo. Essa condição favorece ambientes que se beneficiam da luz matinal, como dormitórios e áreas de trabalho.
Para essa orientação, os brises verticais costumam apresentar melhor desempenho, já que suas aletas interceptam com mais eficiência os raios solares rasantes, reduzindo o ofuscamento e o ganho térmico excessivo logo nas primeiras horas do dia.
Face oeste
A face oeste é, em geral, a mais crítica em termos de conforto térmico, pois recebe o sol da tarde – mais intenso e em ângulo baixo. Isso tende a elevar significativamente a temperatura interna dos ambientes.
Assim como na face leste, os brises verticais são os mais recomendados, pois conseguem barrar a radiação direta de forma mais eficaz nesse tipo de incidência, especialmente quando associados a chapas metálicas vazadas que permitem ventilação contínua.
Face sul
A face sul recebe a menor incidência de luz solar direta ao longo do ano. Por esse motivo, costuma abrigar ambientes de uso secundário, como escadas, circulações, garagens e áreas técnicas.
É comum a percepção de que brises não são necessários nessa fachada, mas isso nem sempre é verdade. Além do controle solar, os brises também atuam na regulação da ventilação, na proteção contra ventos predominantes e na preservação da privacidade.
Em muitos projetos, manter o mesmo padrão visual das demais fachadas – utilizando o mesmo tipo de brise – contribui para a unidade estética da edificação e para um desempenho mais equilibrado do conjunto.

2. A temperatura média da região
Além da orientação solar, o clima local exerce influência direta na escolha do tipo de brise. Em regiões mais frias ou com ventos intensos – como partes do Sul e Sudeste do Brasil – o vento pode impactar significativamente a sensação térmica.
Nesses contextos, os brises ajudam a quebrar a ação direta do vento, criando uma barreira parcial sem bloquear completamente a ventilação natural. Em fachadas muito expostas, os brises verticais costumam oferecer melhor desempenho nesse controle.
3. O material protagonista
Embora a disposição das aletas (horizontal ou vertical) seja definida principalmente pela incidência solar, o material do brise é determinante para o desempenho, a durabilidade e a viabilidade do sistema ao longo do tempo.
Materiais com baixa durabilidade ou alta necessidade de manutenção, como a madeira, vêm sendo gradualmente substituídos por ligas metálicas, que oferecem maior resistência estrutural, estabilidade dimensional e liberdade de projeto.
A seguir, destacamos os principais materiais metálicos utilizados em brises horizontais e brises verticais e suas aplicações mais comuns:
- Alumínio: Muito empregado em edificações comerciais e corporativas, o alumínio se destaca pela leveza e pela resistência à corrosão. É indicado para fachadas extensas, sistemas modulados e projetos que exigem baixa manutenção, além de permitir diferentes acabamentos estéticos.
- Aço carbono: Versátil e robusto, é uma opção comum em projetos industriais ou técnicos, onde a resistência mecânica e o custo-benefício são fatores determinantes. Pode ser utilizado em brises de maior porte, desde que receba tratamento superficial adequado para uso externo.
- Aço galvanizado: Combina a resistência do aço com proteção adicional contra corrosão, sendo ideal para fachadas expostas à umidade, regiões litorâneas ou ambientes industriais. É uma solução muito aplicada em brises fabricados a partir de chapas metálicas vazadas.
- Aço inoxidável: Indicado para projetos que exigem alta durabilidade e acabamento superior, o aço inox oferece excelente desempenho em ambientes agressivos e demanda mínima manutenção ao longo do tempo, agregando valor estético à edificação.
Independentemente da liga metálica escolhida, muitos sistemas de brise utilizam chapas perfuradas ou chapas expandidas como matéria-prima principal. Essas soluções permitem controlar com precisão tudo aquilo que já citamos aqui, como o nível de sombreamento, a ventilação natural e a transparência visual da fachada – uma flexibilidade altamente adaptável às diferentes orientações solares e propostas arquitetônicas.

Brise horizontal e brise vertical: por dentro ou por fora da janela?
Depende.
Quando instalado externamente, o brise atua de forma mais eficiente no bloqueio da radiação solar antes que o calor atinja a edificação, além de ter forte impacto no desenho da fachada. Já os brises internos oferecem maior facilidade de manutenção e proteção contra intempéries, sendo mais indicados quando o foco está no controle de luminosidade e privacidade.
No fim do dia, o desempenho do seu sistema estará diretamente ligado a um bom projeto e à qualidade do fornecedor, como nós aqui da Bepex – que atuamos no mercado metalúrgico há mais de 3 décadas.
Em resumo: quais as diferenças entre o brise horizontal e brise vertical?
| Critério | Brise Horizontal | Brise Vertical |
|---|---|---|
| Controle da incidência solar | Mais eficiente para sol alto e com variação de ângulo ao longo do dia | Mais eficiente para sol baixo e incidência lateral |
| Fachadas mais indicadas (Brasil) | Norte (principalmente) | Leste e Oeste |
| Comportamento térmico | Reduz ganho térmico contínuo ao longo do dia | Bloqueia picos de calor concentrados (manhã ou tarde) |
| Controle de luminosidade | Permite entrada de luz difusa sem ofuscamento | Controla melhor o brilho direto e o glare |
| Ventilação natural | Boa, especialmente quando combinado com afastamento adequado da fachada | Muito eficiente em fachadas com maior incidência de ventos |
| Privacidade visual | Moderada, dependendo do espaçamento das aletas | Alta, principalmente em ambientes urbanos |
| Impacto estético | Leitura mais horizontal, comum em edifícios corporativos | Leitura mais dinâmica e vertical, muito usada em fachadas contemporâneas |
| Compatibilidade com brises metálicos | Excelente para alumínio, aço galvanizado e inox | Excelente para alumínio, aço galvanizado e inox |
| Facilidade de padronização | Alta repetibilidade modular | Alta flexibilidade de composição |
| Aplicações mais comuns | Escritórios, varandas, fachadas norte, edifícios comerciais | Fachadas leste/oeste, edifícios residenciais, industriais e mistos |
Encontre brises metálicos sob medida na Bepex!
A equipe da Bepex atua há mais de 30 anos na fabricação de chapas metálicas e soluções sob medida para a construção civil e a arquitetura. Nossa experiência permite o desenvolvimento de brises metálicos funcionais, duráveis e esteticamente alinhados a cada projeto seu – então não hesite em entrar em contato conosco assim que possível.

Com domínio técnico sobre chapas expandidas, chapas perfuradas e sistemas personalizados, a Bepex oferece soluções que transformam fachadas em elementos ativos da edificação – aliando desempenho, design e durabilidade!