R. José Guerreiro, 40 Distrito Industrial II Iracemápolis/SP

Brise horizontal e brise vertical: quando usar cada tipo?

Diante de tantas possibilidades, você se pergunta: brise horizontal ou brise vertical?

Apesar de não serem elementos recentes na arquitetura, os brises seguem cada vez mais presentes em projetos contemporâneos – tanto residenciais quanto corporativos e industriais. Independentemente do modelo, essa permanência se deve à sua capacidade de unir controle solar, conforto térmico, ventilação e valorização estética da fachada em um único sistema.

Desde que foram introduzidos por Le Corbusier, os brises passaram por uma evolução significativa: ganharam novos materiais, diferentes geometrias, sistemas modulados, acionamento manual ou automatizado e aplicações que vão muito além da simples proteção contra o sol. Hoje, são tratados como elementos ativos da envoltória da edificação.

Portanto, a resposta para a sua pergunta depende de alguns fatores-chave – especialmente a orientação da fachada, o clima da região e o desempenho esperado do sistema. Ao longo deste guia, entenda se o brise horizontal ou vertical é o mais indicado para você, analisando as vantagens práticas de cada um para fazer uma escolha mais técnica e assertiva.

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Brise horizontal e brise vertical: 3 fatores para levar em consideração

Os brises são elementos arquitetônicos instalados em fachadas, janelas e vãos com o objetivo de regular a entrada de luz solar, controlar a ventilação e reduzir a incidência direta da radiação sobre a edificação. Quando bem especificados, eles contribuem diretamente para o conforto térmico e visual dos ambientes internos.

Brise horizontal e brise vertical
Conheça as diferenças entre o brise horizontal e brise vertical

No entanto, para que cumpram esse papel de forma eficiente, não basta apenas escolher entre um brise horizontal ou vertical. Como veremos a seguir, é fundamental considerar onde ele será instalado, como o sol incide sobre aquela fachada e quais são as condições climáticas do entorno.

1. A incidência solar nas fachadas

Uma das decisões mais importantes em qualquer projeto arquitetônico é o estudo da incidência solar no entorno da construção. Ignorar esse fator pode resultar em desconforto térmico, excesso de luminosidade, aumento no consumo de energia e até desgaste prematuro dos materiais.

Por conta disso, hoje em dia, o brise deixou de ser um elemento pontual para se tornar parte do sistema de fachada – dialogando diretamente com esquadrias, revestimentos, estruturas metálicas e soluções de sombreamento para criar a melhor experiência possível.

Quando especificado como sistema, o brise pode:

  • reduzir a carga térmica interna;
  • melhorar a eficiência energética do edifício;
  • permitir fachadas mais leves e ventiladas;
  • valorizar o desenho arquitetônico com ritmo e profundidade.

Essa visão é especialmente relevante quando se trabalha com brises metálicos e chapas vazadas (mais sobre isso daqui a pouco), que oferecem um alto grau de personalização.

Para entender mais a fundo, vamos aos detalhes. Cada face da edificação recebe o sol de maneira diferente ao longo do dia e do ano – e é justamente essa variação que vai orientar a escolha entre brise horizontal e brise vertical na sua fachada.

Face norte

No hemisfério sul, a face norte recebe insolação durante praticamente todo o dia, com o sol em ângulos mais altos ao longo do percurso. Por isso, costuma ser destinada a ambientes de maior permanência, como salas, quartos, varandas e escritórios.

Nesse caso, os brises horizontais são os mais indicados, pois suas aletas conseguem bloquear a radiação direta quando o sol está alto, sem comprometer a entrada de luz difusa e a ventilação. É uma solução eficiente, previsível e amplamente adotada em projetos bioclimáticos.

Brise horizontal e brise vertical
Brise horizontal

Face leste 

A face leste recebe sol principalmente no período da manhã, com incidência em ângulo mais baixo. Essa condição favorece ambientes que se beneficiam da luz matinal, como dormitórios e áreas de trabalho.

Para essa orientação, os brises verticais costumam apresentar melhor desempenho, já que suas aletas interceptam com mais eficiência os raios solares rasantes, reduzindo o ofuscamento e o ganho térmico excessivo logo nas primeiras horas do dia.

Face oeste

A face oeste é, em geral, a mais crítica em termos de conforto térmico, pois recebe o sol da tarde – mais intenso e em ângulo baixo. Isso tende a elevar significativamente a temperatura interna dos ambientes.

Assim como na face leste, os brises verticais são os mais recomendados, pois conseguem barrar a radiação direta de forma mais eficaz nesse tipo de incidência, especialmente quando associados a chapas metálicas vazadas que permitem ventilação contínua.

Face sul

A face sul recebe a menor incidência de luz solar direta ao longo do ano. Por esse motivo, costuma abrigar ambientes de uso secundário, como escadas, circulações, garagens e áreas técnicas.

É comum a percepção de que brises não são necessários nessa fachada, mas isso nem sempre é verdade. Além do controle solar, os brises também atuam na regulação da ventilação, na proteção contra ventos predominantes e na preservação da privacidade.

Em muitos projetos, manter o mesmo padrão visual das demais fachadas – utilizando o mesmo tipo de brise – contribui para a unidade estética da edificação e para um desempenho mais equilibrado do conjunto.

Brise horizontal e brise vertical
Brise vertical

2. A temperatura média da região

Além da orientação solar, o clima local exerce influência direta na escolha do tipo de brise. Em regiões mais frias ou com ventos intensos – como partes do Sul e Sudeste do Brasil – o vento pode impactar significativamente a sensação térmica.

Nesses contextos, os brises ajudam a quebrar a ação direta do vento, criando uma barreira parcial sem bloquear completamente a ventilação natural. Em fachadas muito expostas, os brises verticais costumam oferecer melhor desempenho nesse controle.

3. O material protagonista

Embora a disposição das aletas (horizontal ou vertical) seja definida principalmente pela incidência solar, o material do brise é determinante para o desempenho, a durabilidade e a viabilidade do sistema ao longo do tempo.

Materiais com baixa durabilidade ou alta necessidade de manutenção, como a madeira, vêm sendo gradualmente substituídos por ligas metálicas, que oferecem maior resistência estrutural, estabilidade dimensional e liberdade de projeto.

A seguir, destacamos os principais materiais metálicos utilizados em brises horizontais e brises verticais e suas aplicações mais comuns:

Independentemente da liga metálica escolhida, muitos sistemas de brise utilizam chapas perfuradas ou chapas expandidas como matéria-prima principal. Essas soluções permitem controlar com precisão tudo aquilo que já citamos aqui, como o nível de sombreamento, a ventilação natural e a transparência visual da fachada – uma flexibilidade altamente adaptável às diferentes orientações solares e propostas arquitetônicas.

Conheça os benefícios dos brises de alumínio
Brises de alumínio

Brise horizontal e brise vertical: por dentro ou por fora da janela?

Depende.

Quando instalado externamente, o brise atua de forma mais eficiente no bloqueio da radiação solar antes que o calor atinja a edificação, além de ter forte impacto no desenho da fachada. Já os brises internos oferecem maior facilidade de manutenção e proteção contra intempéries, sendo mais indicados quando o foco está no controle de luminosidade e privacidade.

No fim do dia, o desempenho do seu sistema estará diretamente ligado a um bom projeto e à qualidade do fornecedor, como nós aqui da Bepex – que atuamos no mercado metalúrgico há mais de 3 décadas.

Em resumo: quais as diferenças entre o brise horizontal e brise vertical?

CritérioBrise HorizontalBrise Vertical
Controle da incidência solarMais eficiente para sol alto e com variação de ângulo ao longo do diaMais eficiente para sol baixo e incidência lateral
Fachadas mais indicadas (Brasil)Norte (principalmente)Leste e Oeste
Comportamento térmicoReduz ganho térmico contínuo ao longo do diaBloqueia picos de calor concentrados (manhã ou tarde)
Controle de luminosidadePermite entrada de luz difusa sem ofuscamentoControla melhor o brilho direto e o glare
Ventilação naturalBoa, especialmente quando combinado com afastamento adequado da fachadaMuito eficiente em fachadas com maior incidência de ventos
Privacidade visualModerada, dependendo do espaçamento das aletasAlta, principalmente em ambientes urbanos
Impacto estéticoLeitura mais horizontal, comum em edifícios corporativosLeitura mais dinâmica e vertical, muito usada em fachadas contemporâneas
Compatibilidade com brises metálicosExcelente para alumínio, aço galvanizado e inoxExcelente para alumínio, aço galvanizado e inox
Facilidade de padronizaçãoAlta repetibilidade modularAlta flexibilidade de composição
Aplicações mais comunsEscritórios, varandas, fachadas norte, edifícios comerciaisFachadas leste/oeste, edifícios residenciais, industriais e mistos

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